A dor do Tempo

Lágrimas ainda rolam.

Desejos ainda sentimos.

O passado morto, enterrado, 

distante da verdade.

O futuro se fará,

mas não há garantias

que tal se forme tão esplêndido

como o céu do mar.

Mar de rodas não existem

E nada assim se formará.

Algo surgi, é o presente.

É o minuto morto

pertencente à desconhecida velocidade da luz.

Não existe tempo nas questões dos sentimentos

Que por sua vez devem ser cuidados.

Uma vez descuidado,

O abismo se mostra forte

E tudo vira um precipício;

De amarguras e de saudades.

Sim, o perdão não há volta.

O mundo da solidão à vista,

Nada se cria.

E enfim, 

A vida ressurge,

na reconciliação dos amigos,

no nascimento e na morte,

onde tudo se acaba.

Voltar